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31 May 2012 @ 3:37pm
via  gringitah-pu-etaa  (originally  inlovewithlovinglove)
31 May 2012 @ 2:09pm

Capítulo 22 - Dúvidas

Não que eu realmente me arrependa do que eu fiz ontem à noite, mas sei lá, sabe? É mais para um tipo de consciência pesada mesmo. Não rolou nada demais, sério, só alguns beijos, só isso, sem nenhum significado. E também, eu parei tudo quando ele começou a achar que rolaria algo a mais, não parei? Então! E eu ainda expliquei para ele que eu não estava totalmente livre, que existia o Tyler e que nós tínhamos algo não-fixo, mas mesmo assim, tínhamos algo. Então, tudo bem, não é? Eu agi certo, eu fiz o que eu queria, mas sem desrespeitar ninguém. Só o dono da fazendo, eu acho. Isso é, se a fazendo tiver dono.

Bom, já deu a hora de almoçar e faz tempo que não falo com o Tyler, então resolvi ligar para ele para sairmos para almoçar. Mas quando ligo, o telefone cai direto na caixa postal. Tudo bem então, resolvi que iria almoçar sozinha em casa mesmo, não preciso ficar dependendo de ninguém para nada, afinal, já estou meio grande para isso. Fiz cupim e arroz com presunto e queijo, comi até não aguentar mais, o resto da carne, obviamente, foi toda para Bongo, que deliciou-se com a comida fresquinha. 

Lavei as louças e fui deitar no sofá, comecei a pensar em tudo o que já havia acontecido, se realmente valia a pena construir toda essa vida perfeita aqui, sendo que serei obrigada a jogá-la fora em alguns dias, caso meu plano der certo. Será mesmo que vale a pena me envolver, criar sentimentos por este lugar, se não é aqui que vou ficar. E toda essa gente que eu conheci? Vale a pena deixá-los para trás? Vale a pena magoar a todos?

Mas tenho certeza de que nada impedirá meu plano, já tenho tudo pronto, só falta colocá-lo em ação. Esse é o grande problema, tem que ter um contexto, uma festa, não sei, alguma coisa que coloque várias pessoas na festa, inclusive eu e a Pietra, e quando todos menos esperarem, Carlos estará morto, e com vários suspeitos dentro de casa. Seria perfeito se isso acontecesse, mas tenho que mexer alguns pauzinhos para que seja possível, agora que estou amiga de Manoela, será ainda mais fácil: Eu anuncio minha saída de St. Augustinne, deixando todos chocados, e peço para que ela dê uma festa na casa dela, bem no meu último dia na cidade, mas peço que seja algo mais formal, com os pais dela junto para garantir que não tenha nada fora do controle.

Isso sim, vai ser bom. Eu faço o combinado e dou o fora, simples. Só tenho que tomar cuidado, tenho que me disfarçar bem ao sair da cidade, mudar meu nome, minha aparência. Sorte minha, vendo que nunca gostei do meu nariz, isso não vai ser problema. Também posso colocar umas lentes de contato, quem sabe? Vai ser mais complicado do que eu havia pensado originalmente, quando ainda estava arrumando minhas malas lá no abrigo, mas vai valer a pena, irei tirar todas as mágoas e ressentimentos do passado de cima das minhas costas.

Ainda melhor, vou anunciar minha ida no mesmo dia da de Tyler, assim ele não irá poder ficar triste, já que estará lá na escola militar, cheio de problemas e lições. Nossa, meu plano está ficando cada vez melhor…

13 May 2012 @ 8:47pm
tagged   Textos Fire  
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26 April 2012 @ 8:49pm

Capítulo 21 - Traição?

Convenhamos, Jake iria acabar me metendo em encrenca com Tyler, mas que seja, ele também não foi a pessoa mais sincera comigo, foi? Ele não me contou que iria embora até que, bem… Você sabe o que fizemos. Então eu realmente acho que tenho esse direito, aliás, ele também não me contou sobre a Larissa, não é? Olha só, duas coisas que eu posso usar para nos manter bem. E também quem disse que ficaríamos juntos para sempre? Ele não iria embora comigo, caso eu pedisse, iria? Acho que não.

Mas de qualquer forma, lá fui eu para a maratona de limpeza, como de costume, mas agora tinha que hidratar mais o cabelo graças à coloração. Dessa vez, fiz alguns cachos nas pontas do cabelo, só para variar, e também só passei um lápis na parte de cima do olho, como se fosse um delineador, e rímel. Vesti uma roupa não tão básica, mas também não tão produzida, já que não sabia onde iríamos: Uma blusinha regata branca, sobreposta por uma saia com estampas meio africanas e uma jaquetinha de couro (a noite estava meio fria), nos pés coloquei um saltinho preto. 

Quando Jake chegou notei que estava vestindo uma roupa do mesmo estilo da minha: nem tão arrumada, mas não desleixada. Ele vestia calça e jaqueta preta, com uma blusa social branca e uma gravata vermelha por cima, nos pés, um coturno preto. Sem dúvidas ele se vestia melhor que Tyler, pelo menos para mim, que gosto de coisas mais estilo rocker.

Eu não fui a única que notou a presença de Jake, já que Bongo começou a ficar mais agitado ainda. Quando abri a porta, ele foi correndo até Jake e pulou em seu colo, como se dependesse disso para viver. Nós começamos a rir, pois o cachorrinho não parava de dar “beijinhos” em seu rosto. 

- Ei, ei Bongo, calma! Não é de você que eu pretendia ganhar um beijo, ok? - Ele diz, e olha furtivamente em minha direção.

- Não revele seus planos ainda, Sr. Gracinha, a noite nem começou! Eai, aonde vamos?

- Vai rolar uma festa em uma discoteca secreta nos limites da cidade, uma fazenda abandonada, já ouviu falar?

- Aquela no morro? Eu ia lá direto quando era criança, não sabia que tinha virado casa noturna.

- E não virou, mas uma vez ao mês minha turma invade lá apenas para dançar e se divertir, a vista é a melhor e o som ecoa o suficiente para que todos ouçam e se sintam em uma verdadeira casa noturna, mas não o suficiente para que qualquer policial ou morador da cidade ouça. É perfeito.

- Então não seria melhor eu trocar meu salto por algo sem salto?

- É, eu recomendo, a não ser que queira que eu te traga carregada para casa.

- Tentador, mas não obrigada.

Eu subo, dando risada da cara de falso-desolado que ele me lançou após minha fala. Troco meu antigo salto por uma botinha preta de cano curto e desço, saindo pela porta e entrando no conversível preto, onde Jake me esperava.

- Curti teu estilo, sabia? Não gosto de meninas muito delicadas, muito inocentes e etc, prefiro as com mais atitude.

- Eu também, mas no caso, meninos. - Eu sorri

Ele deu partida e começamos a ir para as colinas, seguindo o familiar caminho que leva à fazenda abandonada, onde eu fui tantas vezes no passado. A música soava alto no rádio de Jake, tocando “Get Up” do Jesse McCartney. Eu gostei até disso nele, sabe, o gosto musical, apesar de gostar de rock, como dava para perceber, ele também gostava bastante de um som mais dançante, divertido. Ele era divertido. Tyler, nem tanto.

Quando chegamos, ele fez questão de descer rapidamente apenas para conseguir dar a volta no carro e abrir a porta para que eu pudesse sair. Resumiremos do seguinte modo: Não o conheço a nem um dia e ele já se mostrou gentil, engraçado, estiloso, bom de papo, cavalheiro e simpático, wow. O som do carro se desligou e começamos a ouvir o som da festa no final da trilha, o que nos deu uma energia a mais pra irmos cantando até lá, pulando juntos, nem ligando para o que qualquer um pudesse pensar, se nos visse.

Finalmente chegamos ao celeiro, onde a concentração de pessoas dançando era maior, então decidimos ficar um pouco lá fora, pegar uma bebida. Ele também me pediu para dar-lhe a chance de me apresentar para alguns de seus amigos, que foram: Amanda, Sara, Pedro e Bruno. Todos foram muito legais comigo, engraçados igual à Jake. Amanda foi a mais legal, me mostrou o local enquanto o resto do grupo se dividiu para ir ao banheiro (improvisado no meio das arvores) e ir pegar mais bebida. Quando voltaram comecei a puxar Jake para a pista de dança, eu queria mesmo era dançar com ele, ver seu potencial e seu corpo em ação.

E olha, ele não ficou me devendo nada quanto à isso.

26 April 2012 @ 8:29pm
via  gringitah-pu-etaa  (originally  rebeccazoe)
26 April 2012 @ 1:05pm
26 April 2012 @ 12:43pm

Capítulo 20 - Chegada inesperada


Saindo da casa de Pietra, decidi ir a um pet shop, só dar uma olhada mesmo, acho. Não tinha nada em mente, não queria adotar nenhum cachorro específico, só queria ver o que tinha por lá, a situação do lugar, quem sabe. O pet shop ficava um pouco longe, mas foi um ótimo exercício para as pernas, nem cheguei a suar pois o ar estava esfriando, havia começado a ventar gelado.  Quando finalmente cheguei, a porta estava fechada por causa do vento, mas na placa lia-se “aberto”, então entrei e me deparei com um corpo musculoso e bronzeado brincando com um dos cãezinhos.

Acho que o assustei com o sininho da porta que tocava quando alguém entrava, pois ele virou rapidamente, ainda com o cãozinho em mãos para verificar se estava tudo bem, se não era nenhum ladrão ou coisa parecida. Mas quando me viu, começou a sorrir.

- Olá, seja bem-vinda ao Ned’s Pet Shop, posso ajudar? - ele disse

- Não sei, queria dar uma olhada nos cães, acho. Não sei ao certo o que eu vim fazer…

- Talvez tenha sido o destino - Quando eu fiquei com cara de confusa, ele riu - Eu quis dizer você ter vindo aqui, talvez seja por que você precise de um cão, mas pode ser por outro motivo também.

Eu soltei uma risadinha nervosa e baixa, mas ele ouviu e começou a sorrir mais ainda.

- Posso saber o nome da loirinha?

- Bonnie, e você é o…

- Jake, prazer. Então, Bonnie, me siga, vou mostrar os cãezinhos pra ti. Temos um que acho que você vai gostar, ele ainda é filhote, pegamos ele a um bom tempo e já está quase na hora de termos que sacrificar, ele está quase atingindo o limite da estadia, é o que mais corre risco, na verdade.

- Então vou levar, não quero que ele seja sacrificado por minha causa, bom, mais ou menos minha causa.

- Olha só, a loirinha tem coração bom.

- Olha só, o loirinho é cheio de graça.

- É, já me disseram isso. - Ele riu - E por um acaso o engraçadinho aqui teria alguma chance de levar a loirinha para jantar?

- Bom, deixa eu pensar… É, talvez tenha.

- É só preencher a ficha de adoção, dai eu já vou saber seu endereço e todas as informações necessárias, te pego às 8h, o lugar é surpresa, pode ser?

- Pode, claro. Mas e como eu vou saber as “informações necessárias” do engraçadinho?

- Vamos fazer assim: Eu também preencho um ficha, como se eu estivesse te adotando, e lá eu vou por minhas informações e te entrego.

- Então vamos lá!

Ambos preenchemos as fichas, entregando um para o outro, então me despedi e confirmei o encontro, enquanto ia para casa carregando meu novo cãozinho, Bongo. O nome já veio com ele, mas eu acabei gostando, até por que eu não conseguiria dar um nome tão original e criativo assim, provavelmente seria Rex ou Max, nomes muito comuns. Havia decidido que Bongo dormiria na minha cama, e para comer, teria sua própria tigela, já que eu nunca usaria todas que vieram no conjunto de jantar mesmo. Assim que cheguei em casa, Bongo começou a correr por todos os lados, farejando tudo, querendo conhecer seu novo abrigo, e ao mesmo tempo sentindo falta de Jake, que devia brincar bastante com ele, para deixar tal saudade no cãozinho.

Eu estava me sentindo meio culpada por já ter um encontro, sabe? Tyler nem foi viajar ainda, poxa! Mas de qualquer forma, ele iria, e eu preciso seguir com a minha vida, pois se meus planos derem certo, antes de Tyler voltar, eu já vou estar do outro lado do país, se continuar no país, claro. É bem complicado, sabe, construir uma vida em um lugar que você sabe que terá que abandonar no futuro. Ainda mais se esse futuro for tão próximo quanto é para mim.

26 April 2012 @ 12:22pm

Catwoman, by bengal

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26 April 2012 @ 12:21pm
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26 April 2012 @ 12:19pm
via  beyondthestupidity  (originally  leilockheart)